(não resisti ao trocadilho)
Tudo começou há muitos meses. Acho que há mais de um ano. Minha irmã tava meio cansada do trabalho e das pessoas da firma e pediu transferência para São Paulo. Não levei essa história muito a sério. Ela é esforçada, competente, mas tinha um apartamento beeem legal, com as contas pagas e a minha vó por perto. E eu nem queria pensar no aumento da densidade demográfica do meu quarto-sala. Porque quem conhece minha irmã sabe que ela, sozinha, não ocupa muito espaço porque é magrela e tal. Mas ela usa cremes para os cabelos e corpo, trabalha com roupas tipo terninho que não poderiam ser incluídas no meu guarda-roupas de quem trabalha em redação.
Aí o tempo passou e acho que até ela esqueceu da transferência. Mas os chefes não. E, um belo dia, meus pais me contaram, pelo telefone, que ela se mudaria para o meu quarto-sala em janeiro.
Não foi fácil assimilar a idéia. Eu sabia que meu pai ia me ajudar a solucionar o problema. Mas ela mudaria em janeiro e ele só poderia me ajudar a partir de fevereiro.
Então, comecei a procurar soluções. Primeiro, tentava encontrar apartamentos de dois quartos nos sites de imobiliárias e jornais. Depois que ela mudou, a busca ficou mais urgente e comecei a encontrar os corretores e analisar as “soluções”.
Foi tudo ficando difícil: dividir a cama, doar a cômoda, repensar as contas, sem contar o fato de ter duas mulheres dividindo praticamente o mesmo espaço: são duas TPMs por mês, mau humor dobrado do trabalho, mil fios de cabelo no chão e essas coisas.
Aí meu pai chegou e, quando achei que a gente ia solucionar meus problemas, apareceu um nódulo no fígado da minha irmã. Comecei a perceber, com mais facilidade, que a situação não era difícil só para mim. Ela também tinha problemas, claro, e também demorou a se adaptar.
Felizmente, a gente descobriu que não era nada grave e hoje ela até faz piada com o nódulo.
Mas, enfim, a busca pelo apartamento continuou. Em uma semana de desespero, visitei ONZE apartamentos. E nem tava de férias. Depois do trabalho, ia lá, visitar um a um, ver se precisava de obras e essas coisas. Até que gostei de um prédio que ficava perto do meu trabalho e do trabalho da minha “companheira” e tinha três apartamentos de dois quartos para vender.
Para a minha felicidade, dad veio para São Paulo umas semanas depois e também gostou. A gente fechou negócio.
De lá para cá, acho que já passou mais de um mês. Eu ia mudar no feriado, não deu certo. O cronograma da mudança teve que ser alterado de novo porque a escala de plantão do trabalho mudou. Mas, no fim, mudei, neste fim de semana, com a ajuda dos meus pais.
Desde sábado, tenho um apartamento que não é quarto-sala. Minha cama voltou a ser minha. A cômoda não coube no quarto, mas ficou legal na sala (foi idéia da minha mãe). Tem TV a cabo, dois sofás, uma parede amarela e quadrinhos de Buenos Aires.
E é isso. Eu mudei. E talvez por toda essa saga, fiquei tanto tempo sem escrever no blog, sem encontrar as pessoas que gosto, sem tanta coisa que me faz bem. Depois eu conto mais detalhes do apartamento, da vaga da garagem, da piscina e dos espelhos. Acho que meu novo lar merece mais textos...
terça-feira, 26 de junho de 2007
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3 comentários:
aeeeee! parabéns, lulis! a gente adora casa nova!
vou providenciar o presente de pessoas que mudam de casa!
quero ler mais textos.
parabéns de novo!
e de novo!
um beijo.
que bom, lulis de volta!!!
PARABÉNS!!! muito gostoso mudar para um cantinho só nosso... agora sou eu quem procura loucamente um lar! rs
beijossssssssssssssssss
Próxima meta: usar o espelho novo rs.
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