quarta-feira, 18 de julho de 2007
Nada fácil
Quando a gente acha que as coisas vão começar a entrar nos eixos, vem um avião da TAM e explode. A gente não come, mal dorme e fica triste porque as histórias não têm final feliz.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Voltamos a apresentar
Meu tio fez 59 anos e teve festinha de aniversário no sábado. A família toda tava lá. Incluindo meu avô, aquele belíssimo senhor de 80 anos do outro post. O namorado da minha irmã puxou papo, eles começaram a conversar. Minha irmã chegou perto e perguntou: "Então, vô, eu apresentei meu namorado. Quando o senhor vai apresentar a sua?"
Resposta: "Se fosse só uma, eu até trazia. Mas são várias".
Resposta: "Se fosse só uma, eu até trazia. Mas são várias".
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Pecado
Outro dia, meu tio tava dando uma olhada no livro de catecismo do neto dele. Aí, tinha uma lição. O aluno tinha que escrever o que o afastava de Jesus.
Resposta do Mauricinho (que é mesmo o nome da criança): "O futebol. Porque quando eu jogo bola ou vejo jogo na televisão, esqueço de rezar. E eu gosto muito de futebol, mas as vezes fico nervoso e até falo palavrão".
Embaixo, tinha um espaço e ele desenhou um suposto jogador com o uniforme do Santos. Colocou uma setinha e escreveu Robinho.
Resposta do Mauricinho (que é mesmo o nome da criança): "O futebol. Porque quando eu jogo bola ou vejo jogo na televisão, esqueço de rezar. E eu gosto muito de futebol, mas as vezes fico nervoso e até falo palavrão".
Embaixo, tinha um espaço e ele desenhou um suposto jogador com o uniforme do Santos. Colocou uma setinha e escreveu Robinho.
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Novos amigos
Mudei para o novo prédio há DUAS semanas.
Não visitei o local com freqüência antes disso. Mal conversei com os porteiros e só conheci a síndica nesta semana. Dos vizinhos, só conversei com um casal que queria vender o apartamento, na mesma época que negociamos a compra do meu.
Ontem tocou o interfone.
Eu: Alô
Porteiro: Quem tá falando, é a Lu ou a Ana?
Não visitei o local com freqüência antes disso. Mal conversei com os porteiros e só conheci a síndica nesta semana. Dos vizinhos, só conversei com um casal que queria vender o apartamento, na mesma época que negociamos a compra do meu.
Ontem tocou o interfone.
Eu: Alô
Porteiro: Quem tá falando, é a Lu ou a Ana?
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Tá namorando
Eu tenho uma família italiana, com todos os sentimentos que essa expressão pode ter. Todo mundo se ama e se odeia com a mesma intensidade. Todo mundo come horrores, fala alto, com as mãos e chora por qualquer coisa (alguns conseguem disfarçar melhor). Por causa disso tudo, qualquer coisa pode virar um drama. Um drama em família. Com todo mundo palpitando.
Meu avô, um senhor belíssimo de 80 anos, é o alvo da semana. Tudo porque ele arranjou uma namorada, não apresentou para a família e decidiu viajar com ela para o sítio. O casal. Só eles.
Veja bem. Meu avô, o belíssimo senhor de 80 anos, ficou viúvo há 17 anos. Passou por um período de depressão, não queria sair de casa e coisa e tal. Aí, há uns dez anos, arranjou uma namorada que tinha a metade da idade dele. Meus tios não gostaram da idéia. Não faziam questão de tratar bem a mulher, não conversavam direito com o pai. O coitado chegou a terminar o relacionamento, depois voltou a namorar ESCONDIDO (aos 70 anos), até que ELA resolveu colocar um ponto final porque ele não quis levá-la ao casamento do meu primo. Ele ficou chateado, mas aproveitou a festa. Essa é a história que sei.
Depois, a gente sabia que ele ia aos bailes e tinha as paqueras (já teve que se esconder de uma mulher que ia atrás dele no supermercado do meu tio), mas só apresentou mais uma namorada para a família.
Uma vez, ele tava saindo todo cheiroso e minha irmã perguntou se ele tava namorando. Sabe o que ele respondeu? Que tava só ficando.
Aos 80 anos, com todos os filhos criados, netos, bisnetos e esse pique todo!
Dou o maior apoio.
Meu avô, um senhor belíssimo de 80 anos, é o alvo da semana. Tudo porque ele arranjou uma namorada, não apresentou para a família e decidiu viajar com ela para o sítio. O casal. Só eles.
Veja bem. Meu avô, o belíssimo senhor de 80 anos, ficou viúvo há 17 anos. Passou por um período de depressão, não queria sair de casa e coisa e tal. Aí, há uns dez anos, arranjou uma namorada que tinha a metade da idade dele. Meus tios não gostaram da idéia. Não faziam questão de tratar bem a mulher, não conversavam direito com o pai. O coitado chegou a terminar o relacionamento, depois voltou a namorar ESCONDIDO (aos 70 anos), até que ELA resolveu colocar um ponto final porque ele não quis levá-la ao casamento do meu primo. Ele ficou chateado, mas aproveitou a festa. Essa é a história que sei.
Depois, a gente sabia que ele ia aos bailes e tinha as paqueras (já teve que se esconder de uma mulher que ia atrás dele no supermercado do meu tio), mas só apresentou mais uma namorada para a família.
Uma vez, ele tava saindo todo cheiroso e minha irmã perguntou se ele tava namorando. Sabe o que ele respondeu? Que tava só ficando.
Aos 80 anos, com todos os filhos criados, netos, bisnetos e esse pique todo!
Dou o maior apoio.
terça-feira, 3 de julho de 2007
Pelo telefone
Cheguei em casa correndo ontem e deu tempo de ver uma parte de Gilmore girls. Pelo que entendi, Luke e Lorelai se beijaram. Ela ligou para ele no dia seguinte.
Ele: Se você ligou para falar sobre o beijo, pode deixar que a gente esquece...
Ela: Não, eu não quero esquecer
Ele: Ah, vc gostou?
Ela: Gostei, sim. Se um de nós fosse um sapo, os efeitos seriam incríveis.
***
Horas depois, minha mãe ligou. Sabia que era ela, pelo toque do celular.
Ela: Hello!
Eu: Oi, mãe!
Ela: Do you stay in Paradise?
Eu: Yes, I am.
Ela: Ai, eu errei alguma coisa né? Como é que era para perguntar se você tá em casa?
Eu: Are you, né, mãe?
Ela: Nossa, era mais fácil. Mas veja pelo lado bom. Eu usei mais palavras, porque meu vocabulário tá aumentando.
Ele: Se você ligou para falar sobre o beijo, pode deixar que a gente esquece...
Ela: Não, eu não quero esquecer
Ele: Ah, vc gostou?
Ela: Gostei, sim. Se um de nós fosse um sapo, os efeitos seriam incríveis.
***
Horas depois, minha mãe ligou. Sabia que era ela, pelo toque do celular.
Ela: Hello!
Eu: Oi, mãe!
Ela: Do you stay in Paradise?
Eu: Yes, I am.
Ela: Ai, eu errei alguma coisa né? Como é que era para perguntar se você tá em casa?
Eu: Are you, né, mãe?
Ela: Nossa, era mais fácil. Mas veja pelo lado bom. Eu usei mais palavras, porque meu vocabulário tá aumentando.
terça-feira, 26 de junho de 2007
Da Consolação ao Paraíso
(não resisti ao trocadilho)
Tudo começou há muitos meses. Acho que há mais de um ano. Minha irmã tava meio cansada do trabalho e das pessoas da firma e pediu transferência para São Paulo. Não levei essa história muito a sério. Ela é esforçada, competente, mas tinha um apartamento beeem legal, com as contas pagas e a minha vó por perto. E eu nem queria pensar no aumento da densidade demográfica do meu quarto-sala. Porque quem conhece minha irmã sabe que ela, sozinha, não ocupa muito espaço porque é magrela e tal. Mas ela usa cremes para os cabelos e corpo, trabalha com roupas tipo terninho que não poderiam ser incluídas no meu guarda-roupas de quem trabalha em redação.
Aí o tempo passou e acho que até ela esqueceu da transferência. Mas os chefes não. E, um belo dia, meus pais me contaram, pelo telefone, que ela se mudaria para o meu quarto-sala em janeiro.
Não foi fácil assimilar a idéia. Eu sabia que meu pai ia me ajudar a solucionar o problema. Mas ela mudaria em janeiro e ele só poderia me ajudar a partir de fevereiro.
Então, comecei a procurar soluções. Primeiro, tentava encontrar apartamentos de dois quartos nos sites de imobiliárias e jornais. Depois que ela mudou, a busca ficou mais urgente e comecei a encontrar os corretores e analisar as “soluções”.
Foi tudo ficando difícil: dividir a cama, doar a cômoda, repensar as contas, sem contar o fato de ter duas mulheres dividindo praticamente o mesmo espaço: são duas TPMs por mês, mau humor dobrado do trabalho, mil fios de cabelo no chão e essas coisas.
Aí meu pai chegou e, quando achei que a gente ia solucionar meus problemas, apareceu um nódulo no fígado da minha irmã. Comecei a perceber, com mais facilidade, que a situação não era difícil só para mim. Ela também tinha problemas, claro, e também demorou a se adaptar.
Felizmente, a gente descobriu que não era nada grave e hoje ela até faz piada com o nódulo.
Mas, enfim, a busca pelo apartamento continuou. Em uma semana de desespero, visitei ONZE apartamentos. E nem tava de férias. Depois do trabalho, ia lá, visitar um a um, ver se precisava de obras e essas coisas. Até que gostei de um prédio que ficava perto do meu trabalho e do trabalho da minha “companheira” e tinha três apartamentos de dois quartos para vender.
Para a minha felicidade, dad veio para São Paulo umas semanas depois e também gostou. A gente fechou negócio.
De lá para cá, acho que já passou mais de um mês. Eu ia mudar no feriado, não deu certo. O cronograma da mudança teve que ser alterado de novo porque a escala de plantão do trabalho mudou. Mas, no fim, mudei, neste fim de semana, com a ajuda dos meus pais.
Desde sábado, tenho um apartamento que não é quarto-sala. Minha cama voltou a ser minha. A cômoda não coube no quarto, mas ficou legal na sala (foi idéia da minha mãe). Tem TV a cabo, dois sofás, uma parede amarela e quadrinhos de Buenos Aires.
E é isso. Eu mudei. E talvez por toda essa saga, fiquei tanto tempo sem escrever no blog, sem encontrar as pessoas que gosto, sem tanta coisa que me faz bem. Depois eu conto mais detalhes do apartamento, da vaga da garagem, da piscina e dos espelhos. Acho que meu novo lar merece mais textos...
Tudo começou há muitos meses. Acho que há mais de um ano. Minha irmã tava meio cansada do trabalho e das pessoas da firma e pediu transferência para São Paulo. Não levei essa história muito a sério. Ela é esforçada, competente, mas tinha um apartamento beeem legal, com as contas pagas e a minha vó por perto. E eu nem queria pensar no aumento da densidade demográfica do meu quarto-sala. Porque quem conhece minha irmã sabe que ela, sozinha, não ocupa muito espaço porque é magrela e tal. Mas ela usa cremes para os cabelos e corpo, trabalha com roupas tipo terninho que não poderiam ser incluídas no meu guarda-roupas de quem trabalha em redação.
Aí o tempo passou e acho que até ela esqueceu da transferência. Mas os chefes não. E, um belo dia, meus pais me contaram, pelo telefone, que ela se mudaria para o meu quarto-sala em janeiro.
Não foi fácil assimilar a idéia. Eu sabia que meu pai ia me ajudar a solucionar o problema. Mas ela mudaria em janeiro e ele só poderia me ajudar a partir de fevereiro.
Então, comecei a procurar soluções. Primeiro, tentava encontrar apartamentos de dois quartos nos sites de imobiliárias e jornais. Depois que ela mudou, a busca ficou mais urgente e comecei a encontrar os corretores e analisar as “soluções”.
Foi tudo ficando difícil: dividir a cama, doar a cômoda, repensar as contas, sem contar o fato de ter duas mulheres dividindo praticamente o mesmo espaço: são duas TPMs por mês, mau humor dobrado do trabalho, mil fios de cabelo no chão e essas coisas.
Aí meu pai chegou e, quando achei que a gente ia solucionar meus problemas, apareceu um nódulo no fígado da minha irmã. Comecei a perceber, com mais facilidade, que a situação não era difícil só para mim. Ela também tinha problemas, claro, e também demorou a se adaptar.
Felizmente, a gente descobriu que não era nada grave e hoje ela até faz piada com o nódulo.
Mas, enfim, a busca pelo apartamento continuou. Em uma semana de desespero, visitei ONZE apartamentos. E nem tava de férias. Depois do trabalho, ia lá, visitar um a um, ver se precisava de obras e essas coisas. Até que gostei de um prédio que ficava perto do meu trabalho e do trabalho da minha “companheira” e tinha três apartamentos de dois quartos para vender.
Para a minha felicidade, dad veio para São Paulo umas semanas depois e também gostou. A gente fechou negócio.
De lá para cá, acho que já passou mais de um mês. Eu ia mudar no feriado, não deu certo. O cronograma da mudança teve que ser alterado de novo porque a escala de plantão do trabalho mudou. Mas, no fim, mudei, neste fim de semana, com a ajuda dos meus pais.
Desde sábado, tenho um apartamento que não é quarto-sala. Minha cama voltou a ser minha. A cômoda não coube no quarto, mas ficou legal na sala (foi idéia da minha mãe). Tem TV a cabo, dois sofás, uma parede amarela e quadrinhos de Buenos Aires.
E é isso. Eu mudei. E talvez por toda essa saga, fiquei tanto tempo sem escrever no blog, sem encontrar as pessoas que gosto, sem tanta coisa que me faz bem. Depois eu conto mais detalhes do apartamento, da vaga da garagem, da piscina e dos espelhos. Acho que meu novo lar merece mais textos...
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